Cientistas medem dados verticais de ozono sobre o Monte Qomolangma
Editor: Daniela | De: EyeShenzhen | Atualizado: 2026-07-13

O DJI EV50, o mais recente drone híbrido de asa fixa com descolagem e aterragem vertical, em operação na encosta norte do Monte Qomolangma, na Região Autónoma de Xizang, no sudoeste da China, a 21 de maio. Xinhua
Uma equipa conjunta de expedição científica chinesa mediu com sucesso dados da distribuição vertical de ozono desde o solo até uma altitude de 8.861 metros acima do nível do mar na região do Monte Qomolangma.
Com recurso ao mais recente drone híbrido de asa fixa com descolagem e aterragem vertical da DJI, a equipa conjunta da Universidade de Pequim (PKU) e da Academia Chinesa de Ciências registou na íntegra todo o processo de transporte descendente de ozono impulsionado pelos ventos glaciares. Estes resultados acrescentam uma importante evidência observacional aos estudos sobre a elevada concentração de ozono e as suas tendências de variação no Planalto Qinghai-Xizang, no oeste da China.
A equipa realizou 12 dias de operações de campo na encosta norte do Monte Qomolangma e completou 32 missões de voo efetivas, informou Ye Chunxiang, professor associado da Universidade de Pequim e membro da equipa. O drone ultrapassou duas vezes a marca dos 8.848 metros de altitude e, num dos voos, atingiu de forma estável os 8.861 metros, transportando carga útil.
A tendência de variação do ozono é um dos principais indicadores da evolução do ambiente atmosférico. Devido ao seu fundo atmosférico pouco poluído, o Planalto Qinghai-Xizang é considerado um laboratório natural para observar os padrões da evolução ambiental atmosférica em todo o continente euroasiático.
Em estudos anteriores, os investigadores observaram que os ventos glaciares podem transportar ozono das camadas superiores da atmosfera até à superfície terrestre. No entanto, ainda faltavam dados observacionais sistemáticos e diretos sobre a extensão espacial desses ventos e o fluxo de ozono por eles transportado.
A equipa conjunta e a gigante chinesa de drones DJI uniram esforços para superar desafios técnicos fundamentais, com vista a otimizar o desempenho do drone híbrido de asa fixa com descolagem e aterragem vertical.
Integrando ainda mais as vantagens dos drones multirrotores e dos drones de asa fixa, conseguiram ultrapassar as limitações dos modelos existentes, que os tornavam inadequados para a investigação científica em grandes altitudes. Estas melhorias garantiram a autenticidade e a representatividade dos dados observacionais obtidos na altitude extrema de 8.861 metros.
Segundo Zhou Yanxi, gestor de produtos de entrega da DJI, os engenheiros também efetuaram melhorias no drone para o adaptar às condições extremas da região do Monte Qomolangma. A DJI comprometeu-se a continuar a aperfeiçoar a adaptabilidade da carga útil e a capacidade de transmissão de dados em tempo real dos seus drones, de modo a promover novos avanços nas observações atmosféricas em altitudes extremas.